Bandhavaha Shiva Bhaktas Cha

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9 de janeiro de 2016

Chennai, Tamil Nadu – India

Ontem passamos o dia resolvendo coisas práticas. No meio disso paramos para um cafézinho sul-indiano numa pequena lanchonete próxima ao Kapaleeshwarar Shiva Temple. Pedimos dois cafés e Daniel ficou tentando falar ‘dois’ em Tamil. A simpática dona do local ficou tentando com esforço entender o que ele estava dizendo. Explicamos, e ela rindo corrigiu a pronúncia e tentou ensinar a ele alguns números. Vendo que estávamos querendo papo, ela foi preparar o nosso café, preparou um para si também, e se pôs a conversar conosco. Quando soube que éramos brasileiros, falou: o Brasil é famoso pelo seu café, vocês estão esperando que esse café seja o mesmo que o de vocês? Dissemos que não. Ela disse: Meu filho é piloto, ela vai muito ao Brasil, ele disse que lá tem um café que vem das fezes de um pássaro, é verdade? Rimos, explicamos como era o procedimento, dissemos que era um café bem caro, mas que não achávamos nada de especial em seu sabor. Ela disse que achava aquilo muito estranho e que não tomaria tal café. É, é estranho, concordamos.

Conversa vai, conversa vem, ela nos pergunta dos lugares que já fomos na India, se nos adaptamos à comida, porquê gostamos de lá…

Aí vem o dia de hoje como que feito para respondê-la! Acordamos às 4h30 e fomos para o mangala arati no Ramakrishna Math. Em completo silêncio, monásticos e não-monásticos, homens e mulheres meditavam naquela hora calma do dia. Saindo de lá fomos tomar um café numa barraquinha na rua. Parados ali começamos a ouvir sons de instrumentos e vozes vindo em nossa direção. Era um grupo de uns 15 ou 20 devotos que cantavam músicas devocionais enquanto percorriam descalços as ruas da grande cidade (ainda escuro, o dia começava a nascer). Ficamos felizes de vê-los animados com suas práticas tão vívidas. Um pouco atrás desse grupo vinha outro, de devotos de Rama; atrás desse, um outro cantando as glórias de Krishna; um pouco depois, um grupo de meninos cantando para Sri Ramakrishna Paramahamsa; e em seguida vinha um grupo de mulheres repetindo o nome de Murugam. Mais adiante, Brahmins caminhavam entoando cantos védicos, e assim sucessivamente. Sabe os blocos de carnaval que ocupam as ruas passando um após o outro? Agora imagina blocos de praticantes espirituais que acordam antes do sol para encher as ruas com as glórias de deuses e santos antes de irem para os seus afazeres diários!

Bandhavaha Shiva Bhaktascha – Os devotos de Shiva são minha família

Hari Om

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