RETIRO DE YOGA EM ITATIAIA, SETEMBRO 2026
Saṃyoga é a mistura entre aquele que vê e aquilo que é visto; e essa conjunção é apresentada na tradição do Yoga como causa daquilo que precisa ser superado. Visto assim, os incômodos que temos não aparecem apenas porque algo acontece no mundo, mas porque há uma experiência desse acontecimento em nós. A situação objetiva importa, mas o Yoga nos convida a observar também o modo como a experienciamos, o que pode nos levar a perguntar: Como e onde a experiência se dá? De que forma considero o periférico como essencial? O que é intrínseco ao existir e o que é história sobreposta ao existir?
Como método de investigação dessas e de outras questões, é proposto Viyoga: a separação lúcida daquilo que obscurece a percepção. Não é fuga do mundo, rejeição da vida ou afastamento das relações. É o entendimento de que a partir de uma mistura, de uma confusão, é bem mais difícil criarmos vínculos intencionais e de qualidade, eles já vêem embebidos por antigos hábitos, reações, memórias, medos e formas automáticas de nos reconhecermos e de olharmos para o outro.
O retiro Saṃyoga–Viyoga: eu, o mundo e o Yoga nasce dessa reflexão. A prática, o estudo, a escuta e a convivência serão um convite para reconhecer os vínculos que geram ou sustentam a confusão, cultivar discernimento e abrir espaço para uma relação mais honesta consigo, com o outro e com o mundo. Porque, em Patañjali, o sofrimento que ainda não chegou pode ser evitado; e o caminho para isso passa por Viveka, o discernimento estável que permite abandonar a confusão e agir com mais liberdade.
Veja informações detalhadas nas imagens a seguir.














